quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ver e enxergar



 Era uma vez um garoto. Um garoto um tanto normal.  Mas, uma vez, disseram-no que ele não conseguiria ser aquilo que desejava. Mas ele não conseguiu aceitar. Se rebelou contra seus pensamentos. Não sua mente não o deixou acredita que os outros ditariam sua vida. E assim, ele ganhou dois novos amigos, o Silêncio e o Conhecimento. Ele passou a entender que nem tudo é o que parece. Que a vida não se resume nas grandes coisas. Começou a ver que um traço errado numa folha, talvez fosse culpa do casal que brigou perto da planta, e enquanto ela se formava a fizeram se desvirtuar. Porque na verdade, quanto mais você observa, mais rápido você entende. Quando você compreender que, a melhor pessoa para você conversar é você, provavelmente você vai ver que desperdiçou muito tempo com coisas que não valiam a pena. Mas agora isso não importa. Você só tem que lembrar que o relógio não para. Então você, nesse exato momento, está correndo atrás dos seus sonhos?  

O que você está fazendo de tão importante assim que seu sonho pode esperar?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Porque as arvores não gritam?



  Respire. O oxigênio que alimenta sua existência, vem de lugares que você não pode perder seu precioso tempo. Incrível como todos passam pelas arvores e não conseguem ouvir. O ser humano perdeu a sensibilidade. Pouco ainda se aventuram a cuidar de algo. E talvez, o mais difícil seja cuidar de uma arvore. Ela nunca vai poder demonstrar a você o quanto foi grata por você estar ao lado dela enquanto ela crescia. Mas ela sempre vai estar lá quando você precisar falar. Vai te ouvir discursar por horas e dias, sem nunca lhe rejeitar. Nunca!

  Nós não precisamos aprender a amar os animais, precisamos amar a nós mesmos. Necessitamos urgentemente entender que nenhuma vida pode ser tirada em vão. Que tudo é importante. Que até as coisas materiais sentem. Sim, é loucura acreditar que um copo de água ou uma bola de gude possa compartilhar da mesma sensação que você. Mas sim, essas coisas compartilham com você o mesmo ambiente, logo, também compartilham da mesma energia. As arvores não podem te responder, mas como seres vivos, elas compartilham da mesma alegria que você, ou dependendo do seu humor, e também da mesma tristeza. Elas não gritam, porque não é necessário. Quem realmente está próximo, não ouve, Sente.
  Para nos curarmos dessa nova doença,o imediatismo, precisaríamos primeiro reconhecer que estamos doentes. Que nossas crianças estão morrendo em vida. Ninguém mais sente amor ou ódio. Não temos tempo para isso! Estamos usurpando da inocência. Será que as pessoas notam que com essas atitudes estão matando tudo que é importante na nossa existência? Que elas estão consumindo o que nos faz... humanos.


E você, consegue enxergar ou finge que a sociedade está sã?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

felicidade... futuro.


 Todos nós procuramos felicidade. Corremos, todos os dias, tentando arrumar nossos pensamentos, tentando organizar estudos, trabalho, amigos, vida. É difícil você encontrar sua felicidade. Porque ao contrário do que muitos acham, felicidade não está num numero na conta do banco. Felicidade não é aquela sensação de entrar no carro novo, aquele que você acabou de retirar da concessionaria, Isso é satisfação.
  Felicidade é aquele momento que nenhum dinheiro no mundo pode fazer voltar. É aquele olhar de alguém que mexeu com você, mas você pensa que nunca mais vai ver essa pessoa. Mas ai, você vira a próxima esquina e ela esta lá, com o olhar fixo novamente em você. E seria uma sensação muito estranha se você não se sentisse extremamente confortável com a presença dela ali. E aquela sensação de conforto só aumenta ao longo do tempo, curto, mas suficiente para se fazer importante. E ninguém poderia imaginar que naquele momento nasceria a felicidade de ambos.

  Porque as variáveis são infinitas quando se tratam de futuro. Nada é concreto. O engraçado é você ver as pessoas tão seguras em realidades que nem mesmo existem. Seguras num futuro ilusório. Mas esse talvez seja o maravilhoso da vida. Não poder esperar nada, e mesmo assim querer tudo. (letelba)