Escondido em mares profundos, morrendo por uma resposta. Mergulhando mais fundo do que qualquer oceano um dia pensou em chegar. Talvez eu devesse chorar por ajuda. Navegar pelo mundo atrás de mais perguntas. Perguntas que me façam refletir sobre quem eu sou ou ande quero chegar. Meu barco já está pronto para partir. E agora eu me pergunto, onde estaria o mundo quando eu mais precisasse? Será que ele me ajudaria ou só tentaria me afundar? E navegando agora, nesse mar vazio, amante do silêncio, viajando através dos tempos nos meus pensamentos. Indo mais longe do que qualquer homem teve coragem de chegar. Sucumbindo ao vazio, para achar respostas que palavras não encontrariam. Negando minha existência para ter a certeza de que existo. Deixando de sentir para saber que ainda posso sangrar. Sobrecarregado. Temo por descansar e não ter forças para acordar. Fechar os olhos e saber que o mar está calmo, porém minha mente uma tempestade. Sentindo a brisa refrescar minha alma. Descobrir que o maior dos tesouros nunca esteve no fundo do mar, mas sim no fundo de minha existência. Colocando a mão no meu peito, posso sentir o relógio da vida. Senti-lo palpitando a cada segundo. E sabendo que nunca vou poder percorrer toda a extensão do mar, mas por um toque ele pode percorrer todas as vielas do meu ser.
(Letelba)