A mente pesada, vã porem perturbada. Uma batida irregular, um tambor sem ritmo, que massacrava meus pensamentos, cada vez que ecoava na minha cabeça. Tao descontrolado, que eu podia sentir minhas ideias se distorcendo, minha visão ficando cada vez mais turva e meus sentidos ficando desfocados. E cada vez mais eu me afogava no vazio, me perdia na minha própria mente. Me depredava sem sentir, me matava por querer viver. E talvez por querer me controlar, eu tenha me perdido. Por querer saber de tudo, eu pouco conheça. Eu me sinto tao pequeno, e tao fraco, que nem consigo me reconhecer ao espelho. E ai sempre me vem aquele sentimento de fuga. Aquela vontade louca de correr para qualquer lugar, de me esconder onde nem eu me acharia. De entrar em qualquer lugar, de sair dessa galáxia. Se eu pudesse fugiria de mim. E como se eu nao soubesse do que eu estou fugindo. Como se eu nunca estivesse sozinho, pois estou comigo. Estranho pensar que eu nao consigo me libertar desses grilhões do passado. E mais engraçado ainda, nunca ter descoberto o que tanto me aprisiona. Queria tanto uma resposta. E Alem do conflito intrinseco que eu tenho, surgem outros conflitos, com todos. Comeco a culpar tudo e todos a minha volta, e me torno o mais embravecedor perfeccionista que existe. E assim, eu vou tentando levar meus dias sombrios, os dias que eu preferia nao sair de casa.
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