Como eu deveria me sentir sobre tudo isso? a vida corre, como um incessante rio que nunca retornará. Talvez a vida não seja como planejamos, conquanto somos humanos, porém, deveríamos fazer cada momento único. E eu não posso parada de pensar sobre nós, a nossa humanidade, a nossa necessidade de raciocínio, e aqueles que procuram a erudição, que vivem em busca de resposta, e sempre encontram mais perguntas. Quanto ao meu fogo, eu duvido que ele se apague. Sempre me fascinei com o fogo, por ser um elemento intocável. Todos aqueles que tentam manipula-lo, já por alguma vez, se queimaram. Mas a verdade é que no fundo eu não consigo entender muita coisa. Queria ter a simples noção do que é essa força que sempre me motiva, que me faz ser melhor a cada dia. Eu não compreendo com as pessoas vivem sem essa motivação ferrenha de ser melhor a cada momento. Como de soslaio vejo o mundo, pois talvez tenha medo de fixamente olhar, e não enxergar aquilo que eu queria que fosse. Pois as pessoas preferem viver cegas, em um mundo que elas compreendem, ao se deparar com a escuridão do desconhecido. Talvez seja o natural, e a tendência geral. Mesmo que eu também tenha medo do novo, essa escuridão para mim sempre alimentou o fogo da minha alma, aquela incessante chama que me mantem tanto acordado, quanto vivo.
E por muitas vezes eu pensei em desistir de tudo, achar que nada faria sentido na minha vida, e que o melhor seria deixar tudo de lado. Sucumbir ao medo do novo parecia tão tentador quanto os olhos de uma sereia. Ainda bem que eu prefiro a terra do que o mar. Descobri que, são poucos que resistem as tentações, mas não é por isso que devem ser julgados como mais fracos. Apendi a controlar os meus sentidos, a ter a percepção do meu corpo e de como tudo isso funcionava. e o mais estranho é que a cada segundo nós, eu, meu corpo e minha mente, andamos nos conhecendo mais e mais. O que é estranho, pois falar que você não conhece a ti, para muitos é motivo de humor. E é engraçado como a cada dia que passa minha mente conecta-se mais e mais com meu corpo, mas muitas vezes o meu eu está longe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário