terça-feira, 26 de novembro de 2013

Amores vem e vão. Mas tarde da noite, quando a penumbra se torna clara, quando a escuridão se torna luz, e você pode ver, talvez essa seja a hora de se conhecer. Será que eu pedi demais dessa vida? Acabamos machucando muita gente, eu e meu coração gelado. Aos poucos, fomos amolecendo, o gelo foi derretendo, e acabamos por descobrir que, por baixo do gelo, ele ainda batia, socava, pulsava por uma tentativa de bombear amor pelas minhas veias. Aos poucos, minha mente tomou conta. Minha razão sobressaiu o meu coração. De vez em quando, me mata um pouco saber que eu sou diferente. Que para mim é difícil amar.
 É engraçado como as pessoas tem o inverso do meu problema. nesse momento, o que todos querem talvez seja uma cura para o coração partido, e eu queria uma formula para partir o meu. Porque mesmo no tempo que eu sofri por alguém, minha auto confiança era tão grande que eu sabia que ela voltaria. E voltou. E por um lado isso me doí, saber que eu não sei sofrer. Porque eu tenho que ser tão diferente? Eu me sinto, muitas vezes, excluído de uma sociedade onde exalta o meu jeito de ser. Me sinto sozinho, mesmo sabendo que eu tenho a capacidade de fazer amizade com qualquer pessoa. Me sinto muitas vezes só. E é estranho, porque é uma vida diferente do normal, e muita gente não me entende. Eu acho engraçado o modo como as pessoas vivem. Elas passam pela vida como espectadores da própria história. Vivem sentados na platéia, quando deveriam estar na atração principal, dizem que é a vida que dá as oportunidades, e assim, sentam e se tornam o oposto da coragem na sociedade moderna. Conformistas.

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